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SEMQUE SOUBESSES

por oligofrénico, em 24.01.10

 Falei de ti com as palavras mais limpas
Viajei, sem que soubesses, no teu interior.
Fiz-me degrau para pisares, mesa para comeres,
tropeçavas em mim e eu era uma sombra
ali posta para não reparares em mim.

Andei pelas praças anunciando o teu nome,
chamei-te barco, flor, incêndio, madrugada.
Em tudo o mais usei da parcimónia
a que me forçava aquele ardor exclusivo.

Hoje os versos são para entenderes.
Reparto contigo um óleo inesgotável
que trouxe escondido aceso na minha lâmpada
brilhando, sem que soubesses, por tudo o que fazias.

 

 

Fernando Assis Pacheco

 

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publicado às 19:53

PINTO DA COSTA

por oligofrénico, em 24.01.10

Eu e muita gente

já sabíamos que era assim.

Agora, só não sabe

quem não quer.

O mais triste

é que o Pinto

e outros (muitos) da

mesma laia, sejam

os protagonistas da

nossa sociedade.

Com o declarado

apoio de alguma

comunicação social e

de (quase) todo o poder

político.

Aguardemos pelas

consequências...

 

M. Pinto

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publicado às 18:17

SENILIDADE

por oligofrénico, em 24.01.10

"O presidente honorário do PS, Almeida Santos, disse hoje que o chefe do Governo Regional, Alberto João Jardim, fez «uma obra positiva» na Madeira e que é «economicamente sério», apesar de não apreciar a forma como ele faz política" (SOL online)

 

O Almeida elogia o Alberto João.

O Soares elogia o Hugo Chávez.

A senilidade é terrível.

 

M. Miguel

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publicado às 18:03

A NOSSA ESDUCAÇÃO

por oligofrénico, em 20.01.10

"A maioria das escolas consideradas de intervenção prioritária têm uma alta taxa de insucesso e mantêm os problemas de indisciplina. O programa destinado a melhorar os resultados dos alunos provenientes de meios mais desfavorecidos foi implementado há três anos e um relatório revela agora que os resultados nestas escolas continuam abaixo da média nacional." (TSF online)

 

Previsível.

Porque não se mudou o essencial:

o modelo de organização escolar,

os conteúdos e

as mentalidades.

 

M. Pinto

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publicado às 09:01

GALP: DISCURSO OLIGOFRÉNICO

por oligofrénico, em 16.01.10

"A Galp Energia contestou a ideia de que exista “uma enorme diferença de preços” entre os combustíveis vendidos em Portugal e em Espanha, considerando que antes de impostos a gasolina nas bombas portuguesas é até mais barata do que em Espanha.

(...) Por isso mesmo, a Galp considera que “os preços actuais estão perfeitamente ao nível do que se verifica nos restantes países europeus”. “Em relação a Espanha, a diferença é de 22 cêntimos por cada litro de gasolina 95 (nas bombas espanholas custa 1,089 euros) e de 7,5 cêntimos no litro de gasóleo (que custa 0,98 euros em Espanha)."

 


Pagamos os combustíveis mais caros

do que em Espanha. Mas a GALP

quer convencer os portugueses

do contrário.

O salário médio dos portugueses

é dos mais baixos da Europa.

Mas o preço dos combustíveis

está ao nível da Europa.

O que é muito bom

diz a GALP.

Para quem?

Para a GALP, pois claro.

No fundo, a GALP está a passar um

atestado de imbecilidade

a todos nós.

Eu sinto-me ofendido.

 

M. Pinto

 

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publicado às 16:40

MELÍCAS E OS GAYS

por oligofrénico, em 15.01.10

 

 

 

"Câmara de Lisboa vai permitir casais gays nos casamentos de Santo António (PÚBLICO online):

(...) em declarações à edição on-line do jornal "A Bola", o padre franciscano Vítor Melícias considerou a notícia “infundada”, além de “inadequada e abusiva”. E mostrou-se indignado com uma eventual “utilização da figura de Santo António” para este fim, uma vez que a doutrina católica se opõe ao casamento homossexual."

 

Melícias é um assexual fervoroso.

Mas põe-se na pele de um

heterossexual cristão,

para comentar o eventual casamento

homossexual, nos "casamentos de

santo antónio".

Num jornal desportivo ateu.

O costa ainda não confirmou.

 

M. Pinto

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publicado às 14:57

INVESTIMENTO ESTRANGEIRO

por oligofrénico, em 11.01.10

"ETA pretendia criar base terrorista em Portugal" (SOL online)

Política do governo, para atrair investimento estrangeiro, a dar os seu frutos.

 

M. Pinto

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publicado às 12:54

AQUECIMENTO GLOBAL

por oligofrénico, em 11.01.10

Frio.

Neve.

Gelo.

Al Gore.

Ambientalistas.

Frio.

Neve.

Gelo.

Hillary Clinton.

Peter Robinson.

Frio.

Neve.

Gelo.

Associação Euskal Herria.

A minha cabeça.

 

M. Pinto

 

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publicado às 12:42

CARANGUEJOLA

por oligofrénico, em 03.01.10

 — Ah, que me metam entre cobertores,
E não me façam mais nada...
Que a porta do meu quarto fique para sempre fechada,
Que não se abra mesmo para ti se tu lá fores!

 

Lã vermelha, leito fofo. Tudo bem calafetado...
Nenhum livro, nenhum livro à cabeceira —
Façam apenas com que eu tenha sempre a meu lado
Bolos de ovos e uma garrafa de Madeira.

 

Não, não estou para mais — não quero mesmo brinquedos.
Pra quê? Até se mos dessem não saberia brincar...
Que querem fazer de mim com este enleios e medos?
Não fui feito pra festas. Larguem-me! Deixem-me sossegar...

 

Noite sempre plo meu quarto. As cortinas corridas,
E eu aninhado a dormir, bem quentinho — que amor...
Sim: ficar sempre na cama, nunca mexer, criar bolor —
Plo menos era o sossego completo... História! Era a melhor das vidas...

 

Se me doem os pés e não sei andar direito,
Pra que hei-de teimar em ir para as salas, de Lord?
- Vamos, que a minha vida por uma vez se acorde
Com o meu corpo, e se resigne a não ter jeito...

 

De que me vale sair, se me constipo logo?
E quem posso eu esperar, com a minha delicadeza?
Deixa-te de ilusões, Mário! Bom édredon, bom fogo —
E não penses no resto. É já bastante, com franqueza...

 

Desistamos. A nenhuma parte a minha ânsia me levará.
Pra que hei-de então andar aos tombos, numa inútil correria?
Tenham dó de mim. Co'a breca! Levem-me prà enfermaria! —
Isto é, pra um quarto particular que o meu Pai pagará.

 

Justo. Um quarto de hospital — higiénico, todo branco, moderno e tranquilo;
Em Paris, é preferível — por causa da legenda...
Daqui a vinte anos a minha literatura talvez se entenda —
E depois estar maluquinho em Paris fica bem, tem certo estilo...

 

Quanto a ti, meu amor, podes vir às quintas-feiras,
Se quiseres ser gentil, perguntar como eu estou.
Agora, no meu quarto é que tu não entras, mesmo com as melhores maneiras:
Nada a fazer, minha rica. O menino dorme. Tudo o mais acabou.

 


Paris - novembro 1915

Mário de Sá-Carneiro



 

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publicado às 15:57


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